Em uma região de baixa altitude e altas temperaturas, sujeita a veranicos, como o Vale do Araguaia, o estresse na fase de enchimento de grãos pode diminuir a produtividade da soja. Tecnologia usada por meio de aplicação foliar ajuda a planta a enfrentar esse período e ainda leva elementos como o Selênio e o Zinco à cultura, o que faz com que chegue à mesa dos consumidores um alimento mais completo.

 

São Paulo, 19 de janeiro de 2022 – O estresse é uma reação às condições ambientais desfavoráveis ao pleno crescimento e desenvolvimento das plantas, resultando em perdas de produtividade. Falta ou excesso de chuvas, altas ou baixas temperaturas e excesso de luminosidade são responsáveis por perdas de até 65% do potencial produtivo das culturas, ou seja, os índices atuais de produtividade representam apenas 1/3 do seu potencial total. Nessas situações, ocorre o aumento de radicais livres dentro das plantas, os quais causam danos irreversíveis às células. “Esse desequilíbrio é o chamado estresse oxidativo”, explica o consultor de Desenvolvimento de Mercado da ICL para o Vale do Araguaia Thiago Castãnon, engenheiro agrônomo pela Unemat, mestre em Solos e Nutrição de Plantas pela UFC e doutor em Agricultura Tropical pela UFMT.

Castãnon estará na 9º Soja In Técnica, que acontece em 20 e 21 de janeiro, em Querência (MT), apresentando aos agricultores que visitarem o estande da ICL Nutriduo, tecnologia em nutrição de plantas que tem o Selênio associado a outros minerais, tais como Zinco e Magnésio, em aplicação foliar. A tecnologia combate o estresse oxidativo e, ao mesmo tempo, promove a biofortificação, o que agrega no desempenho das culturas (maior tolerância a estresses e potencial produtivo). Além disso, contribui para a qualidade de vida das pessoas, já que, ao consumirem esses alimentos biofortificados, elas ingerem os minerais neles disponíveis, suprindo parte de sua demanda diária destes nutrientes, que são deficitários em grande parte da população mundial.

A tecnologia atua em três linhas de defesa, trazendo redução no estresse oxidativo:

. Prevenção: age no sistema fotoprotetor (aumento da produção de carotenoides), dissipando o excesso de energia.

. Ataque direto aos radicais livres que causam danos às células (Selênio e Zinco aumentam a formação e eficiência das enzimas antioxidantes).

. Promove maior eficiência no processo de transporte dos fotoassimilados produzidos durante a fotossíntese.

“A aplicação de Nutriduo na cultura da soja tem apresentado excelentes resultados, elevando os níveis nutricionais, principalmente de Selênio, cerca de 2 a 5 vezes mais no grão. Isso significa que os produtores que fizerem aplicação foliar do produto colocarão no mercado uma soja ainda mais saudável”, reforça Castãnon. “Queremos romper as fronteiras da academia, sendo um facilitador para que inovações assim cheguem à mesa dos brasileiros”, finaliza.

Aplicação foliar

A recomendação é que Nutriduo seja aplicado via foliar na soja, na dose de 1 kg/ha, no início da formação das vagens, conhecida como canivetinho. O estádio reprodutivo é um dos momentos em que a planta está mais suscetível aos estresses do ambiente, devido ao seu elevado gasto energético para produção de flores e vagens. Segundo Castãnon, os resultados têm mostrado um incremento de produtividade na ordem de 3,7% (cerca de 2,47 sc/ha).

Melhoria na qualidade dos alimentos

Utilizada para aumentar o teor nutricional de nutrientes e vitaminas das porções comestíveis das plantas utilizadas como alimentos, a biofortificação já é adotada em alguns países por meio de políticas governamentais que incentivam produtores a aplicar determinados nutrientes para melhorar a qualidade dos alimentos que a população consome. É o caso da Índia e da Nigéria, por exemplo.

Por meio de técnicas de melhoramento convencional de plantas ou da biotecnologia e do fornecimento de nutrientes ao solo e/ou às plantas, a biofortificação tem por principal objetivo aumentar os teores de vitaminas e nutrientes em alimentos tradicionalmente consumidos pela população, como a soja, o trigo, o feijão, o arroz, a banana, e contribuir para a segurança alimentar e saúde humana. Dentre os nutrientes estão o zinco, magnésio, selênio, iodo e ferro.

A deficiência de cada nutriente gera um impacto diferente. A deficiência de zinco, por exemplo, pode levar à diarreia, e, em casos mais severos, à mortalidade, sobretudo em crianças e mulheres grávidas. Pesquisas comprovam que os alimentos biofortificados são uma alternativa eficiente no combate à fome oculta, problema que afeta mais de dois bilhões de pessoas em todo o mundo.

No Brasil, pesquisas com a biofortificação iniciadas há quatro anos começam a trazer resultados. “Começamos a trabalhar com a pesquisa em biofortificação com o objetivo de encurtar as duas pontas, da agricultura para a mesa das pessoas, buscando agregar valor para a cadeia produtiva do alimento, sobretudo dentro das fazendas, e, consequentemente, incrementando a qualidade nutricional dos alimentos, ajudando a saúde humana”, explica Castãnon.

Pesquisas e eficácia nas lavouras

A ICL tem a Universidade Federal de Lavras (UFLA) e a Unesp/Tupã como parceiras acadêmicas na pesquisa, mas também alguns produtores de soja dos estados de São Paulo e Minas Gerais, que vêm utilizando a tecnologia Nutriduo em parte de suas lavouras para comprovação de sua eficácia. “Nossas pesquisas são feitas no nosso Centro de Inovação, em Iracemápolis (SP), assim como em parceria com Universidades como a UFLA e Unesp, centros de excelência em ensino e pesquisa em Ciências Agrárias, com forte atuação no tema, e em áreas agrícolas de produtores parceiros”, explica o engenheiro agrônomo.

Segundo Castanõn, existe uma tendência mundial de maior atenção à saúde e à qualidade do alimento ingerido, o que traz muitas oportunidades para a cadeia produtiva do agronegócio, aumentando a renda no campo na mesma intensidade com que melhora a saúde humana. “Para nós, estes dois pontos são centrais: alimentar o mundo de forma saudável e aumentar a renda no campo”, afirma.

O Soja In Técnica é um evento técnico realizado anualmente no município de Querência, maior produtor de grãos do Vale do Araguaia, e é uma realização da empresa Rural Técnica, com apoio do Sindicato Rural de Querência, com patrocínio do Senar-MT e da Aprosoja-MT.

Serviço

Data: 20 e 21 de janeiro

Horário: 7h30

Local: Estação Experimental da Rural Técnica

Município: Querência – MT

Sobre a ICL

A ICL é uma empresa global de minerais e produtos químicos especializados que opera cadeias de valor de minerais de potássio, bromo e fosfato em um modelo de negócios único e integrado. A empresa emprega aproximadamente 12 mil funcionários em todo o mundo e opera 48 fábricas em 13 países. A ICL extrai matérias-primas minerais através de unidades bem posicionadas e utiliza tecnologia e know-how industrial para agregar valor aos clientes nos principais mercados agrícolas e industriais em todo o mundo. A ICL opera dentro de uma estrutura estratégica de sustentabilidade, que inclui compromisso com o meio ambiente. A empresa também apoia as comunidades onde suas operações de manufatura estão localizadas e seus funcionários vivem e mantém compromisso com todos seus colaboradores, clientes, fornecedores e outras partes interessadas. As ações da ICL são duplamente listadas na Bolsa de Valores de Nova Iorque e na Bolsa de Valores de Tel Aviv (NYSE e TASE: ICL). A empresa visa criar um impacto para um futuro sustentável, alavancando seus recursos únicos, equipe apaixonada de funcionários talentosos e inovação tecnológica – agora e no futuro. Em 2020, a empresa que, na América do Sul controla a ICL América do Sul ICL Brasil e Fertiláqua, teve uma receita de aproximadamente US$ 5,0 bilhões.

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